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Estuda pintura e desenho durante o liceu(área de artes) e frequenta vários workshops direcionados às artes plásticas.  No AR.CO, enquanto tira o curso de design gráfico, convive com a formação de artes plásticas. Trabalha durante um ano no atelier do Professor/Escultor António Júlio. As suas áreas de atuação são o desenho, pintura e digital, mas sobretudo a técnica que mais lhe agrada e pretende desenvolver, a metamorfose da pintura com a escultura sobre e com chapa de alumínio, material de eleição nos últimos anos.

Em 89, com o apoio do Professor/Escultor António Júlio e em conjunto com colegas das artes forma o “Núcleo de Artes Plásticas do Laranjeiro” (NAP)cuja abordagem temática se centrava nas capacidades artísticas de cada um dos seus elementos resultando daí uma série de exposições bastantes interessantes e “catapultadoras” para aquilo que é atualmente o seu trabalho

Como forma e processo de trabalho, raramente inicia um trabalho isolado, preferindo sempre trabalhar em séries que vai desenvolvendo em conjunto, formando “famílias” artísticas com laços bastante fortes entre si.

Nas artes plásticas interessa-lhe a procura de um caminho próprio, da sua própria imagem, tendo por norma o objetivo de comunicar com quem dedica  tempo a observar o seu trabalho.

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2011/2013 – Curso avançado de Artes Plásticas do AR.CO

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Entrevista para o portal: Artista.pt – set. 2012

Como se define enquanto artista (escultor, pintor, fotógrafo,…) e quando é que se iniciou?
A expressão artista não é uma expressão que eu, à partida, goste muito, mas, é a que está instituída para esta atividade e como tal tenho que conviver com ela. Depois, a questão de Pintor, Escultor, Fotógrafo …etc, não me sentido muito ‘devoto’ em nenhuma destas áreas, mas fazendo uso de todas elas, fico com outro problema em responder à questão. Assim, e por desde sempre sentir o que afirmei anteriormente, desde 89 (ano da minha primeira exposição individual) que opto por me caracterizar por artista plástico, deixando cair qualquer umas das caracterizações mais específicas.

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Por: Álvaro Lobato de Faria
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“Paulo Canilhas percorre um imaginário de constantes e consistentes inquirições. De um pensamento estético profundamente atual, Paulo Canilhas demonstra as potencialidades humanas frente a um material estático, tentando “domesticá-lo” recriando outros campos através das características inerentes àquela matéria, compondo assim um encantamento em que o jogo ou os jogos de luz refletida se tornam objeto de indagação, interpondo-se entre o espetador e a obra criada.”
Palavras que redigi em 2009 aquando da sua primeira exposição Individual no MAC, agora, 5 anos depois, Paulo Canilhas traz de novo as suas peças em alumínio à nossa galeria comprovando a sua insistente procura, e sempre recorrendo à sua matéria preferida, as chapas de alumínio.

Na exposição “Mind the gap”, uma vez mais, Paulo Canilhas recorre às suas vivências para através delas fazer as suas obras comunicar. Nas peças de 2014 poderemos reconhecer as linhas técnicas e artísticas de um passado recente mas também apreciar novas linguagens e formas de dar expressão à matéria fria que é o alumínio.

Pela profunda exploração da realidade, que nos propõe a nível existencial, material, sociológico e plástico, Paulo Canilhas, é um artista que nos atrai intensamente. Nesta perspetiva, ele nunca dissociou o ético do estético, foi sempre exigente e critico consigo próprio, com os outros e com as circunstâncias.

No fundo, a sua obra é o reflexo dum processo individual e moral que Paulo Canilhas, com personalidade radical e inconfundível, exprime através dos instrumentos próprios da arte.

A sua pureza técnica caracteriza-se na perfeita harmonia das chapas de alumínio, agora com cor, e na sobriedade dos encantamentos que nos revela, fazendo-nos parceiros da beleza que cria levando-nos ao fundo alegórico das fantasias que busca na incessante faina de criador.

As suas obras são reveladoras de um mundo sabiamente exposto, implacável, imaginativo e impetuoso que nos convida à meditação.
Obras de forte impacto visual, formas recorrentes a alimentar um desejo de comunicações construtivas/ destrutivas que, parecendo figurativas, mas ultrapassado com sabedoria essa fronteira, transportam em si a enorme força que só é possível quando o que está em causa é a arte na verdadeira aceção da palavra e à qual Paulo Canilhas tão bem se dedica.

Estamos na presença de um artista sem hesitações, dotado de um impulso constante e ritmado, onde cada tomada de consciência nos abre o caminho para o seu mundo multidisciplinar, onde cada gesto tem o sabor de uma certeza, cujo procedente é despertar para novas formas de percecionar.

O MAC – Movimento Arte Contemporânea congratula-se com esta sua exposição a que chama “Mind the Gap”, dotada de uma técnica rigorosa, de observação muito enriquecedora.

Álvaro Lobato de Faria
Diretor-Coordenador do MAC
Movimento Arte Contemporânea

2015
Prémio MAC‘2015 Escultura
– Pela Galeria MAC – Movimento Arte Contemporânea

2010
Prémio MAC‘2010 Artista Revelação
– Pela Galeria MAC – Movimento Arte Contemporânea

2010 e 2011
Prémio MAC Colaboração Cultural
– Pela Galeria MAC – Movimento Arte Contemporânea

2009 a 2013
Convite para expor na Bienal de Florença

2009
Finalista no ‘London Calling’ em Londres – Inglaterra
Júri composto por:

•  Vanessa DesClaux,
Assistant Curator of Performance, The Tate Modern, London

• Tom Morton,
Curator at the Hayward Gallery, London and contributing editor at Frieze

• Francesco Manacorda,
Curator, the Barbican Art Gallery, London